Yôga de performance

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Marina Engler executando a postura natarájásana (Projeto Força, poder e energia) Foto: Fer Vasconcelos

Deixei o tempo passar aqui neste blog: faltaram alguns anos de atualização. Hoje venho retomar e dar outro sentido para o espaço cibernético destinado a experiências e opiniões pessoais. (Será que dessa vez vai pra frente?)

Percebi que  os caminhos da arte me levaram a um lado antes desconhecido. Aventurava-me com meus amigos  e colegas de grupo a praticar alguns ásanas (posturas do Yôga) em treinamentos para o corpo e a mente, além de vivências e brincadeiras (quem se lembra do Jogásana?). A meditação veio junto, com a inclusão de respirações e outras formas de encarar meus sentimentos, observando onde eles se manifestavam no corpo e como me sentia a cada experiência. Onde sinto a raiva? Como ela é? Dói?… Entrei devagarzinho no caminho do Yôga. Mas nem imaginava aonde isso iria me levar.

Depois de praticar como brincadeira e preparação para a arte cênica, fui buscar a praticar cada vez mais. Era a calma, o aumento da consciência e domínio do corpo que eu precisava. E foi em 2010 que a Marina Engler, minha instrutora atual, tinha acabado de voltar de São Paulo, depois de fazer a formação para ser instrutora de SwáSthya Yôga. Já conhecia o trabalho da Marina, inclusive na época de Jogásana ela arrasava no meio da galera… Foi aí que iniciei minhas práticas constantes, de três a quatro vezes por semana. Senti uma melhora significativa em minha consciência, corporal e energética, além de que a saúde ficou mais forte e minha mente mais limpa. Os benefícios são muitos para serem citados agora. Poderei falar mais em outros posts.

Um dia ouvi de uma instrutora de Raja/Hatha Yôga, que o SwáSthya era um Yôga de performance, e isto ficou na minha mente. Entendi que a preocupação estética e física era uma abordagem. Mais além, pude perceber que ser e estar no aqui e agora também é performance e o encadeamento coreográfico dos ásanas, passagens das posturas, também me pareceu como uma dança, uma manifestação da arte. A platicidade do corpo na prática do Yôga revela um ser alinhado e sadio, para uma vida mais próspera, alegre e feliz. Mas, é preciso ser verdadeiro, honesto consigo mesmo. Ao superar seus próprios desafios, aprender a identificar sua criatura e atuar nela. Olhar para dentro e encontrar consigo mesmo pode ser assustadoramente belo. E isso acontece em qualquer prática de Yôga.

Independente de qual linha você pratica, vai existir uma que se encaixe perfeitamente para seu momento presente. Identifiquei-me com a prática do SwáSthya e nela conquistei minha liberdade de agir, pensar e sentir. E minha conquista ninguém pode tirar de mim, pois está no meu ser mais profundo.

E o que importa é o autoconhecimento e a larga satisfação de viver. Hoje sou grata a cada Ser que direta ou indiretamente fez e faz parte de minha experiência no mundo. Porque graças a essas vivências, hoje sou uma pessoa mais feliz e realizada, entendo e compreendo cada vez mais o sentido da vida.

Foi na prática do Yôga que me percebi melhor e mais integrada comigo e com o universo, e foi por isso que decidi dedicar-me ao aprendizado e, mais para frente, ao ensinamento desta filosofia prática, essencial para uma compreensão do ser no mundo.

Neste contexto, agora abro este espaço cibernético para manifestar todas as mudanças e andaças de minha vida. Muitas experiências precisam ser compartilhadas para que outros possam se inspirar e dialogar sobre uma vida mais consciente e atuante.

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performance art Modèles de Maisons

:::Trans-forma-ação:::

Do casulo,  borboleta; da borboleta,  drag queen; da drag queen, top models; das top models, eu mesma.

A performance Modèles de Maisons surgiu com a reflexão sobre a transformação social e pessoal que um grupo ou movimento podem causar em uma época. O corpo num ritual de renascimento.

A ideia surgiu após um convite de Manu Saggioro para um elaborar uma intervenção abordando a temática da contracultura. Chamei Felipe Ohno para realizar a ação  em parceria e começou a inspiração….

Após assistir ao documentário sobre os Dzi Croquettes surgiram as primeiras  epifanias.

E para concretizá-las resolvemos fazer uma experiência pública dessa performance no VIII Festival de Apartamento.

Agregados:::

A pesquisa cresce com novas parcerias, novos rumos e de certa forma não tem como me desvincular da pesquisa do Núcleo UHUU, do qual fui integrante.

A artista plástica Lu Capossi, com sua pesquisa de projeções analógicas , nos ajudou a criar o environment da ação, em uma de suas Pesquisa e EXperiência TEatral que “casou” perfeitamente com a ação.

A trilha sonora também contou com a colaboração de Tamis Haddad e Bonequinho.

A performance vai ser realizada amanhã (sábado 21 de agosto) em São Carlos.

Mais informações no blog do festival.

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art and all

conecting datas…

conecting days…

cria ação e in ventar~~~~~~~~~~~~

~~~~~~~~~~~—–~~~~~~~~~~~

@art_and_all

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VIII Festival de Apartamento (São Carlos/SP) Performance Art

::: live art :::

http://festivaldeapartamento.blogspot.com/

Modèles de maisons

la mumia del tule

contra cultura

transformação efetiva

fotoperformance/fotografia

começo nos cliques , flashes e luzes, a favor e contra a luz

tropeço de uma lebre

devagar quase parando

nessa câmara escura

negra e clara

lenta e rápida

repetitiva

le petit colibri

fly!

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